A partir das relações
sociais, o indivíduo é capaz de significar sua forma de existir no mundo, pois
sua história individual está intimamente ligada a história da sociedade e tal
aproximação é estabelecida a partir da forma com que o sujeito se relaciona com
o mundo ao seu redor, criando assim, sua identidade.
Nesse
sentido, os sujeitos, que são sócio históricos, constroem e atribuem
significados diferentes à sociedade; identidades e diferenças constituem os
grupos sociais.
Todavia,
tais grupos estabelecem conflitos ao disputarem relações de poder. Culturas
dominantes tentam se impor ao criarem sua hegemonia, com atribuições de
significados e práticas que se legitimam nos grupos.
Há
uma centralidade da cultura, na qual a classe dominante exerce sua regulamentação
sobre a classe dominada, a partir de significados dados como corretos. A
linguagem exemplifica tal relação de poder; pois é uma prática política e
cultural de produção e negociação de significados.
Uma
cultura se sobrepõe a outra, ou seja, a classe dominante se legitima sobre a
classe dominada, através de práticas regulamentadas.
Sob
essa perspectiva, olhar para a organização da sociedade
como um todo, é olhar para a organização da escola com a finalidade de incluir
efetivamente os sujeitos, uma vez que elas caminham em constante diálogo.
A
educação
é uma ação política, cultural, social e pedagógica e o papel da escola é
central na superação da lógica da opressão. A luta deve
ser pelo direito à educação de todos e por uma escola para todos, sem discriminações
e que desconstrua o preconceito, em busca de uma educação que possibilite o
acesso e respeito as diferenças. Dessa
forma, é preciso uma escola, na qual todos participem e tenham o direito de ser
diferente.
Além disso,
a educação tem que valorizar cada sujeito e desconstruir a valoração das
diferenças. Ou seja, o importante é problematizar o valor atribuído a elas, uma
vez que a diferença atribuída ao outro não é natural, mas sim, uma construção
social.

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ResponderExcluirAcho que essa imagem descreve o que vocês pensaram
A relação entre a sociedade atual efêmera e a questão de identidade que podemos tirar deste texto é: Como o mundo está mudando rapidamente e tudo hoje em dia é transformado em algo passageiro, as questões de identidade e diferença também podem ser tratadas assim. Com a vinda da internet e as redes sociais, podemos também ver que pessoas mudam de identidade a todo momento e criam suas novas diferenças, muitas das vezes com o que antes era uma identidade.
ResponderExcluirRenan Oliveira 147777
Legal o conceito de escola que vocês descreveram, sem discriminação e preconceito, mas não entendi o que querem dizer em relação à diferença, ao final do texto. Não valorizar as diferenças, ao meu ver, seria valorizar a unidade e desvalorizar o diferente.
ResponderExcluirA escola não deveria valorizar que exita diferenças? Ou, já que foi afirmado que "a diferença atribuída ao outro não é natural, mas sim, uma construção social", a escola deveria nem levar em conta essas diferenças construídas pela sociedade, e agir como se não existissem?
Em outras palavras, será que a escola deveria falar das diferenças e ensinar os alunos a conviver assim e respeitando essas tais diferenças, ou deveria agir como se tais diferenças nem devessem ser notadas, justamente para não gerar preconceitos?
Thiago,
ExcluirA escola, enquanto uma unidade social, estrutura o processo educativo, reflete a estrutura e os valores vigentes na sociedade, ao mesmo tempo que, por ser um espaço de interlocução de sujeitos culturais, também possibilita a criação de novas estruturas e valores.
Ao criar novos valores, podemos, enquanto educadores, possibilitar a desconstrução da VALORAÇÃO das diferenças.
Isso não quer dizer que não vamos evidenciar o diferente e respeitá-lo, mas sim que, não vamos atribuir valor a essa diferença. Ou seja, se o corpo gordo é melhor que o magro, se o baixo é melhor que o alto, ou vice-versa. VALORIZAR A DIFERENÇA É DIFERENTE DE VALORAR A DIFERENÇA.
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