A partir das relações
sociais, o indivíduo é capaz de significar sua forma de existir no mundo, pois
sua história individual está intimamente ligada a história da sociedade e tal
aproximação é estabelecida a partir da forma com que o sujeito se relaciona com
o mundo ao seu redor, criando assim, sua identidade.
Nesse
sentido, os sujeitos, que são sócio históricos, constroem e atribuem
significados diferentes à sociedade; identidades e diferenças constituem os
grupos sociais.
Todavia,
tais grupos estabelecem conflitos ao disputarem relações de poder. Culturas
dominantes tentam se impor ao criarem sua hegemonia, com atribuições de
significados e práticas que se legitimam nos grupos.
Há
uma centralidade da cultura, na qual a classe dominante exerce sua regulamentação
sobre a classe dominada, a partir de significados dados como corretos. A
linguagem exemplifica tal relação de poder; pois é uma prática política e
cultural de produção e negociação de significados.
Uma
cultura se sobrepõe a outra, ou seja, a classe dominante se legitima sobre a
classe dominada, através de práticas regulamentadas.
Sob
essa perspectiva, olhar para a organização da sociedade
como um todo, é olhar para a organização da escola com a finalidade de incluir
efetivamente os sujeitos, uma vez que elas caminham em constante diálogo.
A
educação
é uma ação política, cultural, social e pedagógica e o papel da escola é
central na superação da lógica da opressão. A luta deve
ser pelo direito à educação de todos e por uma escola para todos, sem discriminações
e que desconstrua o preconceito, em busca de uma educação que possibilite o
acesso e respeito as diferenças. Dessa
forma, é preciso uma escola, na qual todos participem e tenham o direito de ser
diferente.
Além disso,
a educação tem que valorizar cada sujeito e desconstruir a valoração das
diferenças. Ou seja, o importante é problematizar o valor atribuído a elas, uma
vez que a diferença atribuída ao outro não é natural, mas sim, uma construção
social.

