domingo, 25 de setembro de 2016

Diferença: Construção Social.

A partir das relações sociais, o indivíduo é capaz de significar sua forma de existir no mundo, pois sua história individual está intimamente ligada a história da sociedade e tal aproximação é estabelecida a partir da forma com que o sujeito se relaciona com o mundo ao seu redor, criando assim, sua identidade.
Nesse sentido, os sujeitos, que são sócio históricos, constroem e atribuem significados diferentes à sociedade; identidades e diferenças constituem os grupos sociais.
Todavia, tais grupos estabelecem conflitos ao disputarem relações de poder. Culturas dominantes tentam se impor ao criarem sua hegemonia, com atribuições de significados e práticas que se legitimam nos grupos.
Há uma centralidade da cultura, na qual a classe dominante exerce sua regulamentação sobre a classe dominada, a partir de significados dados como corretos. A linguagem exemplifica tal relação de poder; pois é uma prática política e cultural de produção e negociação de significados.
Uma cultura se sobrepõe a outra, ou seja, a classe dominante se legitima sobre a classe dominada, através de práticas regulamentadas.
Sob essa perspectiva, olhar para a organização da sociedade como um todo, é olhar para a organização da escola com a finalidade de incluir efetivamente os sujeitos, uma vez que elas caminham em constante diálogo.
A educação é uma ação política, cultural, social e pedagógica e o papel da escola é central na superação da lógica da opressão. A luta deve ser pelo direito à educação de todos e por uma escola para todos, sem discriminações e que desconstrua o preconceito, em busca de uma educação que possibilite o acesso e respeito as diferenças.  Dessa forma, é preciso uma escola, na qual todos participem e tenham o direito de ser diferente.

Além disso, a educação tem que valorizar cada sujeito e desconstruir a valoração das diferenças. Ou seja, o importante é problematizar o valor atribuído a elas, uma vez que a diferença atribuída ao outro não é natural, mas sim, uma construção social.



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Estudos Culturais - A difícil discussão acerca de um assunto comum

Segundo o texto Os Estudos Culturais e o ensino da Educação Física, geramos um grande campo para discussão e interpretação acerca do assunto tratado, que não é nem um pouco facilmente entendido. Não tinha parado pra pensar até então qual o significado de cultura, e o texto me mostrou o leque amplo que ela gera em nossas vidas, pois é ela quem forma nossas identidades através dos processos sociais.
Em um resumo breve, o texto discorre sobre os Estudos Culturais, que são basicamente estudos que não buscam na politica ou na economia respostas para determinadas atitudes ou acontecimentos. Surgiu após a Segunda Guerra devido à enorme cultura em expansão que englobou o mundo, alterando a forma de viver e de pensar da grande maioria das pessoas. Não conseguirei me aprofundar tanto nos comentários feitos em sala, mas um me chamou a atenção, que é sobre a linguagem, um instrumento dessa força enorme e que é a base da Identidade, afinal, como identificar alguém estrangeiro se não melhor pela sua forma de falar?
Outro aspecto trazido no decorrer do texto e da aula foi as diferenças entre as classes sociais, muito atrelada aos Estudos Culturais logo que ele defende sempre a classe oprimida e contribui para os grupos de resistência. O assunto foi abordado através de uma parte do desenho Bob Esponja, onde este deseja tornar-se gerente e acredita que será um pois possui inúmeros quadros de melhor funcionário do mês, mas decepciona-se por ser trocado por alguém que possui mais "classe", mesmo não possuindo a mesma competência que o personagem acredita ter. A Cultura de Fronteiras é exatamente isso, uma luta entre aqueles que possuem o "poder" e aqueles que o desejam. Achei uma charge que aqui exponho que me fez pensar exatamente nessa diferença social atrelada a cultura de fronteiras. Deixo aqui em aberto para discussões sobre as opiniões da charge.
Thais Barbirato Monteoliva 
RA: 187388